Lamentei. O
primeiro corte a gente nunca esquece. Isso foi ideia do pai e da avó que
queriam vê-lo com cara de rapazinho. Eu queria vê-lo com os lindos cachinhos
dourados. Mas a pressão foi grande. Parecia que existia um medo de confundi-lo
com menina ou que se identificasse com o gênero. Bobeiras.
Minhas experiências e reflexões enquanto mãe e esposa. Aventuras familiares em: www.youtube.com/valerialehmann Muito Amor Envolvido
Crianças, Cuidado!
Amor de mãe, amor de irmãos
Quem sou eu
sábado, 1 de junho de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
RELATANDO OS PARTOS
1º Parto
Período Expulsivo
Doula querida: “Flor, seu bebê precisa
nascer agora!”.
2º Parto
Período Expulsivo
Doula querida: “Calma Flor! Vai devagar para não se machucar.”
3º Parto
Período Expulsivo
Parteira Querida (ex doula querida): "Segura seu bebê Flor, a cabeça já saiu"
Ainda vou fazer um relato de parto mais
detalhado, mas por enquanto acho que esse post resume bem uma face da coisa...
Observações:
A expressão ‘doula querida’ foi copiada do blog: www.relatosdeumresguardo.blogspot.com.br/
Que é da minha colega Natália que também pariu com a mesma ‘doula querida’.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
DEUS NOS ABENÇOE
Há uns dias busco
encontrar a agenda em que anotei uma frase que vem sondando meus pensamentos. Na
verdade a lembrança de sua mensagem, já que não encontro a agenda e não lembro com
precisão como era tal frase nem seu autor.
- Quanto maior a
miséria do homem maior a Misericórdia de Deus. Onde há mais ódio e violência é
onde também se manifesta (ou poderá se manifestar) com mais intensidade Seu
imenso Amor. - Mais ou menos é essa a ideia da frase, que, pelas minhas lembranças
diz respeito a algum escrito do Papa João Paulo II e com relação a diferentes
assuntos, dentre eles a questão das guerras no mundo.
Enfim soa como
um consolo. Me traz esperança.
Aqui em casa nossos
conflitos conjugais são frequentes. Pequenas brigas e grandes discussões
desgastam bastante. Ainda mais com dois bebês. Os pequenos não têm culpa alguma
e acabam absorvendo aquele mal-estar.
Em alguns momentos
procuro pensar que tenho três filhos, sendo o que dá mais trabalho, o mais
velho (meu marido). Certamente Dani também tem suas queixas a minha pessoa. Sei
delas e ele sabe das minhas. Somos jovens. Já temos dois filhos. Tudo muito
rápido. Ainda imaturos.
Ontem, depois de
uns dias tensos, cheios de desentendimentos entre nós Dani acorda falando que
passou a noite pensando em uma coisa. Eu achando que ele iria dizer algo para
tentar entender o porquê das nossas discussões e buscar uma reconciliação, ele
manda: “Estou pensando em como vai ser o esquema tático do Barcelona agora com
o Neymar.”.
Não sei se é pra
rir ou pra chorar.
Sei que muitas
vezes eu choro, engulo muito choro também. Fico aflita, triste, cansada, cheia
de culpa. Penso nas crianças. Elas não precisariam presenciar os momentos de
raiva. Procuro entender os motivos da manifestação de tanta raiva. Tem vezes
que é desesperador. Acho que não vai mais dar... Tamanha nossa implicação um
com o outro. Quanto mais tento perdoar, mais vejo que não consigo.
Mas, quando
menos se espera (ou mais se espera) acontece uma inexplicável paz no coração.
Sim, é Deus. É
sua graça, seu amor, sua misericórdia.
Consigo então
enxergar as maravilhas que tenho vivido. Por vezes esqueço que cada respiração
é um milagre. Esqueço de ser grata.
Então rio. Riso
de felicidade, mesmo com tantas tribulações.
Como disse São
Paulo (leitura da missa de ontem):
“... a
tribulação gera a constância, a constância leva a uma virtude provada, a
virtude provada desabrocha em esperança...” (Rm 5, 3-4)
Temos muito a
crescer juntos. Com a graça de Deus. O casamento necessita dessa constância. E,
como sempre se ouve falar... Deus não dá uma cruz maior que nossa capacidade de
carregá-la.
Que Deus nos
abençoe
Abençoe todas
as famílias
Rezem por nós.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
PAIS BABÕES VOLUME I
Tão raro quanto
alguém que nunca cantou no banheiro são pais que nunca cantaram pro seu
bebê. Invenções melódicas - com letra ou sem; motivos rítmicos ou mesmo uma
canção de ninar já existente (adaptada com o nome do nosso bebê), tudo
contribui para acalmar e divertir pais e crianças.
Eu sempre
invento algo novo. Meu marido também. É gratificante ouvi-lo cantando e dando
banho nos bebês. É uma felicidade! Às vezes sai cada besteira... Parece que
quanto mais bobo mais divertido é cantar. Bebês fazem facilmente um adulto virar
criança.
Um exemplo disso
é o ‘SuperPai’ que o Daniel canta (e dança) sempre que consegue fazer um
pequeno dormir. Digamos que seja uma paródia da música do desenho SuperWhy que
passa no DiscoveryKids.
Outro bem bobão
é o ‘Dim dom dirindimdom Dim dom doOm’, que eu inventei. Depois dessa frase vem:
‘sou uma gnoma linda dim dim diiim,
muito muito linda dim dim dim dim dim.
uma gnoma uma gnoma uma gnoma sim’(bis) .
Mas eu juro que a melodia é bem
interessante (rs). De qualquer forma essa música vem salvando minhas madrugadas.
Canto com a Cecília no colo e quicando na bola de pilates (no ritmo da música,
claro). Me ajuda a ter paciência e ficar lá até Ceci pegar no sono novamente.
Tem também o nosso pout-pourri brega. Juntamos os rits.
'Eu quero katchup eu quero chá';
'oi,oi oi,';
Rebolation;
'Agora eu fiquei doce, feito caramelo, to tirando onda meu cabelo é amarelo'
Tudo com coreografia reinventada. Abaixo a foto do 'Eu quero katchup' que cantamos no niver de um ano do João.
ps: Quem vê, ou melhor ouve, não acredita que a mãe possa ter um discernimento musical adequado.
Estava pensando
nessa nossa coleção de músicas que inventamos... Dava pra gravar um disco. Para
algumas músicas caberia um arranjo instrumental mais elaborado, outras somente
a voz crua e no fundo o chorinho do bebê que está sendo acalmado... ou o
barulho da água do chuveiro.
Acho que outros
pais devem ter composições preciosas eheheh. Tenho curiosidade. Queria saber
dos momentos em que cantam... Queria ouvir. Daí gravamos um CD com as melhores.
Quem mais se
habilita?
sexta-feira, 17 de maio de 2013
NEM A MARY POPPINS
Durante algumas semanas antes e
após o parto da Ceci precisei da ajuda de alguém para dar conta do João. Afinal,
com um barrigão de nove meses, marido trabalhando o dia inteiro e filho mais
velho (com um ano e um mês) correndo pra lá e pra cá, teria que arranjar algum
jeito para me preparar e descansar para o parto (domiciliar) e pós-parto.
Optei por contratar uma babá a
matricular João em período integral na escola. Nessas semanas, duas mulheres
passaram pela nossa casa em momentos diferentes para realizar a função de
babá, que, para mim, envolve questões bastante complexas.
Confesso que já tinha um pé atrás
com ‘babás’. Primeiramente pelo fato de sempre ouvir minha mãe falar que nunca
teve babá, que sempre cuidou de mim e da minha irmã sozinha, com ajuda de
papai. Relatos de amigas contando dos maus tratos com seus bebês também
contribuíram com as preocupações. Além disso, minha própria observação diária
das atitudes e conversas de babás da vizinhança, e ainda das próprias babás que
contratamos, fizeram que eu desenvolvesse uma percepção mais negativa que
positiva de tal função.
Cansei de ver babás que não dão a
atenção devida a criança por estarem ou penduradas no celular, ou conversando
com as outras sobre assuntos particulares de suas vidas, ou mesmo paquerando o
porteiro. Também não vejo nelas a empolgação necessária para lidar com
crianças, disponibilidade para sentar na areia do parquinho e fazer
castelinhos, nem de se envolverem com brincadeiras.
Para mim as
babás deveriam se divertir com o que fazem, procurar propor brincadeiras e agregar
outras crianças nas atividades, observar e agir com criatividade no momento
adequado, enfim, gostar realmente de crianças. Até hoje só observei uma babá
que brincava e dava atenção as duas crianças que cuidava, mesmo sem a presença dos
pais (o que muitas vezes faz com que a babá haja diferente). Antes de conversar
com ela, achava que era a mãe deles, pois ao contrário das demais babás, e
assim como eu, tinha as qualidades citadas. Mesmo assim, com o passar do tempo
vi que a atitude cheia de energia dessa babá foi caindo... Agora, já fica boa
parte do tempo na ‘rodinha’ com outras babás.
Sim, encontrar
uma babá razoável não é uma tarefa fácil, demora tempo até achar alguém. Eu já
não tinha mais tempo... Ia parir.
A primeira babá
que contratamos teve, de forma impressionante, muitos problemas de saúde
(infecção nos dentes, na garganta, gripe, gripe, gripe), quando não era isso
era o ônibus que quebrava, o marido que não deixava trabalhar, ou outro
problema pessoal. Não dava mais. Não trabalhou nem um mês conosco. Quando a
demitimos tivemos que pagar tudo: décimo terceiro, férias, aviso prévio (pois
esquecemos de fazer o contrato de experiência). Uma fortuna...
Partimos para a experiência
com uma nova babá. Dessa vez pagamos mais, bem mais, a fim de encontrar alguém
mais bem preparado (sem esquecer do contrato de experiência). Tanto com a
primeira quanto a segunda babá, vi que havia uma dificuldade ainda maior nessa
relação babá-patroa pois eu não estava trabalhando nem iria trabalhar, iria
estar por perto sempre. Eu queria passear junto, ver o banho... Mesmo com o
barrigão. Precisava de alguém para me ajudar principalmente com o trabalho
pesado: carregar João, colocá-lo nos brinquedos, trocar fralda, mas não para
tirá-lo da minha presença. Acredito que as babás se incomodavam com isso.
A segunda babá
que contratamos chegou até a dar explicitamente ordens contrárias a minha a
João. Um exemplo disso foi quando Ceci já estava a alguns dias no mundo. Falei
para João, que empurrava de mansinho a porta do quarto: “Vem cá ver sua
irmãzinha”. Ele estava indo nos dar um beijo quando a babá apareceu na porta do
quarto: “Vem cá João ver o livro”. Falei novamente para João entrar e ver a
irmãzinha e a babá falou: “Tchau João, vou embora”. Então ele ficou hesitante
em entrar no quarto, olhou pra trás e começou a chorar.
Esse é um
exemplo dos muitos joguinhos afetivos que adultos fazem com crianças, e no caso,
a nossa babá era especialista nisso. Quando a avisamos que tínhamos uma
diarista, pronto, queria passar para essa ou mesmo para mim todo o serviço
doméstico relativo as crianças, até lavar o copinho de água e tirar as cascas
de banana da bolsa de sair do João que ela mesmo jogava. Eu chamei atenção
sobre tais coisas, mas nada adiantou, e o clima só piorava.
Agora contratamos alguém para
cuidar da casa de segunda a sábado. João está indo a escola em período integral
duas vezes por semana. Nos outros dias eu fico com as crianças e quando preciso
peço ajuda. Estou mais cansada fisicamente, porém mais tranquila mentalmente e
mais feliz com relação a isso.
Acho que existe algo esquisito
com a palavra ‘babá. Parece que é só falar a palavra que surge num imaginário
comum (tendo em vista as pessoas que entrevistamos e contratamos) aquela figura
da mulher que fica sentada com as crianças na frente da TV, que não tem a
iniciativa de realizar nenhum tipo de trabalho doméstico passando a função para
outros (no caso para mim ou para a diarista), ou o fazendo de mau grado e mal
feito. Lembro que nas ligações e entrevistas que fiz, algumas mulheres
falavam: "É, eu olho criança sim". É, parece que é só olhar mesmo.
Não é abaixar, se levantar, andar, correr, limpar...
Me pergunto o que seria essa
função de babá? Cuidar de crianças... E o que é cuidar de crianças na
perspectiva de babás e de mães? Fico um tanto que perplexa quando ouço babás
falando que as crianças que cuidam preferem elas que as próprias mães. Comentam
que quando aparecem na casa dos patrões, as crianças vão direto para seus colos
e não querem ficar com os pais. Dizem que as mães ficam tristes, mas concordam com
essa situação por julgarem ser o ‘melhor’ para seus filhos.
Apesar das experiências não muito
felizes que tivemos, reconheço que o auxílio de uma ‘babá’ foi necessário por
um período, mas por um período bem curto, não mais que um mês. Depois disso me
atrapalhou muito mais que ajudou. Entendo que o cotidiano e estilo de vida de
muitas mães sejam diferentes do meu e por isso, precisem de babá por mais
tempo. Mas não é meu caso. Estou muito grata em poder estar com meus dois
pequenos. Ver os ‘primeiros tudo’ deles: sorrisos, palavras, passos...
Perdão pelo desabafo, mas nem a Mary
Poppins serviria para cuidar dos meus filhos. Eu sou a mãe, eu sou a babá, eu
sou a Mary Poppins dos meus pequenos. Pode ser que eu seja exigente por demais,
e que também minha experiência como professora (de dança e música para
diferentes faixas etárias) contribua para minha decepção com atitudes pouco
criativas e sedentária da maioria da babás. Além disso tenho super interesse em
observar o desenvolvimento dos seres humanos, em especial dos meus filhos,
adoro brincar, criar, fazer música, dançar, desenhar, comer, nadar, rir com
eles.
Não nego que é bem trabalhoso estar
com os dois. Ainda mais agora, com uma recém-nascida que mama o tempo todo e
outro que anda, corre, sobe em tudo... e mama. Cuidar desses dois acho até mais difícil
que cuidar de gêmeos justamente por estarem em momentos tão diferentes do
desenvolvimento (meus filhos tem um ano e dois meses de diferença). Descer para
passear com os dois exige planejamento, plano A, plano B, plano C. Outro dia
sentei no parquinho e dei mamá para os dois que berravam, em alguns instantes
tudo se acalmou... Só parecia ser um E.T. com o olhar de estranhamento que
babás e casais me dirigiam.
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